DIÁLOGOS IMPROVAVEIS

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Um professor de filosofia, já próximo de aposentar-se, sentado à sombra de ma frondosa árvore, no Campus da Universidade, dialoga com um de seus alunos, sobre o sentido da vida, da existência de Deus e da vida pós-morte

Em casa, o professor recordava o diálogo com um de seus alunos. Sentado em sua poltrona, diante de sua vasta biblioteca, percorria as lombadas, procurando o livro que estivera lendo. 

Tinha o hábito de ler vários livros ao mesmo tempo. Alguns apenas pesquisava alguns capítulos, que lhe interessavam. Eram livros de consulta. Absorto em sua busca, corria os olhos nas lombadas dos livros.

Álvaro levantou-se para fazer um café, hábito que adquirira antes de iniciar suas leituras. Caminhou até a cozinha. Preparava o café, quado a campainha soou.

A campainha soou novavemente. Alvaro pediu ao aluno que atendesse a porta. Era Henrique que entrava sem cerimônia, anunciando-se.

Alvaro apresentou Francisco, seu aluno, com quem dialogara ainda cedo no campus da Universidade. Henrique estendeu a mão para cumprimentá-lo, observando:

Alvaro tomou a palavra, no silencio que se seguiu. Francisco é aluno de filosofia, e já começa trilhando as veredas que não levam a lugar seguro... sorriu, sem intenção ironica. Henrique fez um comentário sobre o tema: Deus, vida e morte. Uma jornada filosofica perigosa... sem sinalização dos riscos... sorriu.

Henrique levantou-se, aproximou-se uma quadro, uma marinha, onde alguns navios holandeses se preparavam para partir.

Alvaro fez uma pequena preleção sobre o tema em questão. Francisco sabia que estava tendo uma das maiores experiencias de sua vida.

Sabe, henrique, quando penso na aventura das grandes navegações, fico imaginando, o que pensavam a respeito, os filósofos, não os profissionais, mas os livre-pensadores que asssistiam o grande espetaculo da transformação de um mundo prestes a desaparecer... porque com certeza, havia novas ideias no ar! Henrique mordia mais um biscoito... pensativo. Francisco estava encantado, ao presenciar dois professores de filosofia, dialogando sobre temas tão graves

Henrique levantou-se, abraçoou o amigo, cumprimentou Francisco.

Francisco admirava a bibloteca de Alvaro.

Quando francisco se despediu, agradecendo a generosidade de Alvaro, em recebe-lo, já não era o mesmo jovem que ali entrara. Algumas coisas se quebraram dentro dele. 

Estava se despedindo do porto seguro, que até então, ancorara seus pensamentos e perguntas. Mas não era uma despedida pessimista, ou descuidada, era um novo amanhecer da razão.

Finalmente Alvaro, estava só, com seus fantasmas. Mas era assim que se sentia bem. Uma vida inteira preparada para não encontrar respostas, apenas inquirir, desesperar-se a cada busca, e entender que a razão é uma construção falsa, que não serve para responder as grandes questões da existência. Deitou-se em sua cama, e adormeceu rapidamente, com o livro caido em seu peito.

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