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Mostrando postagens de maio, 2026

UM PAPO FILOSÓFICO SOBRE A SABEDORIA

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                 UM "PAPO" FILOSÓFICO SOBRE A SABEDORIA O Banco da Praça Numa pequena cidade do interior cercada por árvores antigas, havia uma praça, onde um velho banco de madeira resistia ao tempo. Era ali que dois amigos, Lucas e Renato, costumavam encontrar-se todas as tardes. Naquele dia, o céu estava singularmente dourado, pintado pelo pôr-do-sol. Sentados lado a lado, observavam as crianças brincando, e os pássaros voltando para seus ninhos. — Você já parou para pensar no que realmente significa amizade? — perguntou Lucas, quebrando o silêncio. Renato sorriu. — Muitas vezes. E cada vez encontro uma resposta diferente  — disse Renato, com o olhar perdido, coçando a orelha. Lucas cruzou os braços. — Para mim, amizade é estar junto nos momentos difíceis — disse Lucas, passando a mão na cabeça, alisando o cabelo. — Concordo — respondeu Renato. — Mas acho que é mais do que isso. Às vezes, é estar também, quando tudo vai bem....

O ESTRANHO

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                                                              O ESTRANHO Francisco Neves costumava dizer, para si mesmo, que os lugares também envelheciam. Alguns perdiam o brilho; outros, a utilidade. Havia ainda aqueles que, silenciosamente, adquiriam uma dignidade discreta, como pessoas que já não precisavam provar nada a ninguém.                                    O pequeno shopping do bairro lhe parecia assim: um organismo cansado, mas honesto, sobrevivendo à pressa do mundo.              Todos os dias, ao entardecer, obedecendo a uma rotina que já se confundia com instinto, Francisco atravessava as ruas da cidade e seguia para o shopping.  Aos sessenta anos, aposentado, solteiro e dono de um temperame...

O SONHO DE PETRONIO

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 C onto sobre um jovem adulto, cuja situação de escassez não permitia que cursasse Faculdade de Arquitetura, seu grande sonho de criança, e que usava o seu tempo livre, para admirar a beleza arquitetônica dos edifícios das grandes empresas. Petronio alimentava secretamente seu sonho, de um dia entrar na Universidade, enquanto cumpria a rotina de  atendente no balcão de uma cafeteria. Após o expediente, no retorno para casa com seu amigo João, comentava sobre a importância da arquitetura na organização do urbanismo, falando de livros que lia sobre arquitetura, e sobre a história das grandes cidades da antiguidade, com seus monumentos grandiosos. Ficava fascinado pelas imagens dos projetos, nos livros que comprava.                                                O SONHO DE PETRONIO O Sonho Entre Concreto e Luz Petronio tinha vinte e três anos...