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ETARISMO: UMA COVARDIA BIOSSOCIAL

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ETARISMO: UMA COVARDIA BIOSSOCIAL Conto que aborda o etarismo, de forma crítica e humanizada. Capítulo  01 O Número na Ficha O movimento começara cedo, tão logo o anúncio das vagas de emprego, foram publicadas.  Sob os olhares curiosos dos passantes, a fila da entrevista avançava lentamente.                                                                            Entre jovens recém-formados e adultos em busca de recolocação, estava Augusto Andrade, sessenta anos recém-completados, camisa bem passada, sapatos engraxados e uma pasta de documentos cuidadosamente organizada. A vaga era para atendente de balcão de farmácia e para Gerente Geral da Organização. A farmácia ficava em um bairro tranquilo da cidade. Não exigia formação universitária, nem conhecimentos complexos, para a vaga de atend...

DO DIÁRIO DE ANNA FRANCISCA GONDIM

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D DO DIÁRIO DE ANNA FRANCISCA GONDIM prof.mario.a.moura Publicada • 13 de ju 0  2  0  2 

JACQUES, UM PROFESSOR DE FILOSOFIA

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                JACQUES, UM PROFESSOR DE FILOSOFIA Jacques  da Silva Barros gostava do silêncio do seu escritório. Naquele lugar, um quarto amplo de sua casa, na chácara que comprara há muitos anos, e onde pretendia morar com sua esposa Gabriela, assim que se aposentasse da Universidade, em que lecionava Filosofia.                                  Levara a sua vasta biblioteca, de estudos especializados de filosofia e linguística, até as obras contemporâneas dos mais diversos autores e nacionalidades.                                                                                                  Jacques era um po...

CONVERSA PRA MAIS DE METRO

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                         Conversa pra Mais de Metro Era certo encontrar aqueles três amigos na BODEGA CHEGAMAIS, de Seu Antônio Pereira, português de fala arrastada e opiniões rápidas.                      O estabelecimento era pequeno, mas as conversas que ali aconteciam, tinham o estranho costume de ultrapassar as paredes, ganhar a rua, atravessar a madrugada e permanecer ecoando durante dias na cabeça dos frequentadores. Raul Silvério, médico cirurgião.  Pedro Toledo, professor de Filosofia.  Alberto Soares, sociólogo. Amigos desde a juventude, sobreviventes das travessuras da adolescência e das ilusões da Universidade. Haviam trocado a irreverência dos vinte anos, pela teimosia intelectual dos trinta. Continuavam discutindo tudo. Naquela noite, a chuva tamborilava no telhado, enquanto uma garrafa de vinho repousava no centro da mesa, como uma testemunha s...

FRED, UM COMPANHEIRO E TANTO

                     Fred, um companheiro e tanto Bruno Abreu nunca gostou de barulho.. Quando era mais jovem, reclamava do ruido das crianças correndo pela casa, dos brinquedos espalhados pela sala e das discussões inocentes, sobre qual desenho assistir na televisão. Sua esposa, Helena, costumava rir e dizer: — Um dia você vai sentir falta disso tudo. Ele ria também, sem imaginar que aquelas palavras se tornariam uma sentença. Tudo mudou numa tarde chuvosa de janeiro. A família viajava para a fazenda de um velho amigo, no interior. Era o início das férias escolares. Helena cantava baixinho no banco do passageiro. Os filhos, Lucas e Marina, disputavam espaço no banco traseiro. Orlando, o mais velho, observava a paisagem pela janela. O caminhão surgiu na curva como um pesadelo.  Bruno ainda tentou desviar.  O impacto foi devastador. Quando acordou no hospital dias depois, encontrou apenas o olhar abatido dos médicos. Helena...